quarta-feira, 24 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dengue em Videoconferência

Dengue em Videoconferência:

O Ministério da Saúde irá realizar, no dia 18 de novembro, a videoconferência Aspectos do manejo clínico no paciente com dengue. A atividade terá início às 13h na sala da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em Brasília-DF e poderá ser visualizada pela internet.

PALESTRANTE
Dr. Rivaldo Venâncio da Cunha , Graduação em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul, RS, mestrado em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz, RJ, e doutorado em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz, RJ.

OBJETIVO
Promover uma atualização dos profissionais de saúde em Manejo clínico no paciente com dengue.

PÚBLICO ALVO
Médicos, enfermeiros, docentes, residentes e estudantes de cursos de Medicina e
Enfermagem.

METODOLOGIA
A videoconferência ocorrerá na sala da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em Brasília - DF. Será transmitida para as salas de videoconferência da RUTE (Rede Universitária de Telemedicina), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e dos Núcleos de Telessáude localizados em hospitais e universidades de todos os estados.
A exposição durará 1 hora e, na sequência, haverá 1 hora para perguntas e debate.
Esta sessão também será transmitida pela internet, via videostreaming.

TRANSMISSÃO PELA INTERNET (via videostreaming)
Para acompanhar, acesse:
a) o site RUTE (www.rute.rnp.br) e clique em “Mais informações” no anúncio da sessão que fica localizado no calendário de Próximos Eventos ou
b) o site do Canal Saúde http://www.canalsaude.fiocruz.br) e clique no anúncio da sessão na área de Destaques.
Requisitos para recebimento da transmissão: Internet com velocidade mínima de 384Kbps, e plugin do Windows Media Player instalado no navegador de internet.

Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Diabetes mellitus gestacional

O Diabetes mellitus gestacional (DMG) é definido como intolerância à glicose de intensidade variável, detectada, pela primeira vez, durante a gestação.

Esse distúrbio é uma das complicações mais comuns da gestação, com uma prevalência de 2 a 15%, dependendo da população estudada e dos critérios diagnósticos utilizados. A despeito da hiperglicemia ser de intensidade leve, na maioria dos casos, o DMG mal controlado também resulta numa elevada morbidade materna e fetal (original).

São fatores de risco para o DMG:
  1. IMC maior que 30
  2. Gestação anterior que gerou criança com mais que 4,5 kg
  3. DMG prévia
  4. Parente de primeiro grau com diabetes
É possível encontrar um artigo de Montenegro (2000) que traz informações pertinentes e discute a questão do DMG, aqui. Aliás, este artigo tem uma excelência em si só. Muito útil e com várias informações complementares, valendo a pena ler.

É interessante e fundamental que o médico e/ou enfermeiro expliquem qual a importância do teste de tolerância a glicose (TTG) e como ele é realizado. Um teste difícil, para quem já está com os hormônios diferentes do normal, com uma criança no ventre, fica mais difícil do que já é. Chegar ao centro de exames ciente do procedimento a ser realizado facilita e diminui o número de falhas diagnósticas. O TTG deve ser realizado entre a 24ª e 28ª semana, segundo a força-tarefa americana, anterior a isso tem pouca evidência de benefício.

São complicações comuns da DMG (original):
  1. macrossomia, com conseqüente aumento da indicação de partos cesáreos,
  2. hipoglicemia,
  3. policitemia,
  4. icterícia neonatal,
  5. hipocalcemia e aumento de duas a três vezes do risco de malformações congênitas


Alguns links interessantes:
Informações aos pacientes, aqui.
Informações da linha-guia inglesa, aqui.
E informações da linha-guia da força-tarefa americana aqui

Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/

sábado, 6 de novembro de 2010

Linha guia escocesa de psoríase

A prevalência brasileira da psoríase ainda não foi determinada em estudos confiáveis. Contudo, estima-se que mundialmente a sua prevalência chegue a 3%. A psoríase é uma doença crônica inflamatória imunomediada que afeta predominantemente a pele e articulações. Aproximadamente 20% das pessoas com psoríase pode também ter a artrite psoriática (PSA). O início pode ocorrer em qualquer idade, mas os picos ocorrem na segunda e terceira décadas de vida. O curso da doença é caracterizada por surtos e remissões, mas a condição tende a persistir ao longo da vida. Nos últimos 20 anos houve muitos avanços na compreensão dos mecanismos genéticos, moleculares e celulares que estão na base destes processos inflamatórios e muitos tratamentos novos e eficazes têm sido desenvolvidos O impacto negativo das doenças na qualidade de saúde da vida (QV) é comparável à doença isquêmica do coração, diabetes, depressão e cancer. Em muitos casos, esta deficiência pode ser reduzido por um tratamento eficaz. Além disso, psoríase grave e PSA são associados com um aumento na taxa de mortalidade padronizada (RMP). Em um estudo comparando pacientes com e sem psoríase, no United Kingdom General Practice Research Database, os homens com psoríase severa morreram, em média, 3,5 anos mais jovens (95% CI 1,2-5,8 anos, p <0,001) do que os controles e as mulheres com psoríase grave 4,4 anos antes (p 95% CI 2,2-6,6 anos, <0,001) do que os controles. A natureza visível da psoríase pode criar uma sensação de estigmatização entre os afetados. Inchaço nas articulações, deformidade articular e incapacidade física em pacientes com PSA pode levar a experiências de estigmatizantes.

Para ler mais sobre a linha-guia de Psoríase confira no site da Scottish Intercollegiate Guidelines Network, clique aqui. 
Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Leucemia Aguda na infância: Estudo ESCALE

Estudo realizado com coorte de crianças francesas, relacionou causas comuns em crianças que desenvolveram Leucemia Aguda.
Associações negativas foram observadas entre a leucemia linfoblástica aguda e ordem de nascimento (P para tendência <0,0001), a frequência de uma creche antes de um ano de idade (odds ratio (OR) = 0,8, intervalo de confiança de 95% (CI): 0.6, 1.1 ), a amamentação prolongada (OR = 0,7, 95% CI: 0.5, 1.0), infecções repetidas  precoce comuns (OR = 0,7, IC 95%: 0,6, 0,9), o contacto regular com animais de fazenda (OR = 0,6, IC 95%: 0.5, 0.8),  frequentes visitas a fazendas no início da vida (OR = 0,4, IC 95%: 0,3 a história, 0,6), e de asma (OR = 0,7, IC 95%: 0,4, 1,0) ou eczema (OR = 0,7, 95 IC%: 0,6, 0,9). Os resultados confirmam a hipótese de que infecções repetidas  precoce comuns,alimentação por leite materno prolongada, eczema e asma podem desempenhar um papel contra a leucemia aguda na infância.
Associação negativa, entenda-se como fator de proteção

O artigo original pode ser encontrado aqui.

Publicado originalmente em http://medicinadefamiliabr.blogspot.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cuidado domiciliar, no modelo americano

Enquanto no modelo americano as Visitas domiciliares são carregadas na objetividade dos exames e aparelhos, nosso modelo carrega na subjetividade da pessoa e das informações que sua residência traz. Obviamente não estou aqui defendendo, de forma bolchevique, nosso sistema de saúde e a ESF como modelo supremo, mas acho que temos bom conhecimento no assunto.
Em artigo-perspectiva no NEJM, o Dr. Steven Landers fala sobre o porquê de a atenção domiciliar está crescendo nos EUA.
Ele aponta cinco motivos:
  • O envelhecimento populacional
  • Epidemia de doenças crônicas
  • Avanços tecnológicos
  • Consumismo de cuidado em saúde
  • Rápida escalada dos custos do cuidado em saúde

O colega explora o fato que o acesso a internet e tecnologia é um facilitador para cuidador e cuidados estarem em contato. Existem diferenças notórias nos dois modelos (americano e brasileiro), além de diferenças das populações e de suas relações sociais. De qualquer maneira, vale a recordação que além da facilidade de acesso e proximidade maior, que possuímos aqui no Brasil, podemos também explorar a tecnologia como aliada.

Why Health Care is Going Home

Landers, Steven H. M.D., M.P.H.
Author Information

From the Cleveland Clinic, Independence, OH.

This article (10.1056/NEJMp1000401) was published on October 20, 2010, at NEJM.org.

Disclosure forms provided by the author are available with the full text of this article at NEJM.org.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Geriatras trabalham em prol de um sistema de atenção que foque também na saúde dos idosos, nos EUA

Enquanto estamos no modelo nacional de atenção primária há longo tempo, nossos colegas norte-americanos tentam entrar no mesmo ritmo. Almejando isso ainda existem vários focos de discussão em como implantar o modelo.

Em um artigo publicado na edição de 03 de novembro Journal of American Medical Association (JAMA) , Chad Boult, MD, MPH, MBA, professor de Política de Saúde e Gestão da Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, solicita melhorias chave para a primária cuidado, a fim de melhorar a saúde de adultos mais caro pacientes mais velhos, a nação com múltiplas condições crônicas. Boult e seu co-autor, G. Darryl Wieland, PhD, MPH, diretor de pesquisa de Geriatria Serviços em Palmetto Health Richland Hospital, Columbia, Carolina do Sul, avaliados os estudos de novos modelos de atenção primária para determinar a melhor maneira de melhorar o atendimento e os resultados para os adultos mais de 10 milhões de idosos que vivem com quatro ou mais doenças crônicas.


Boult Wieland e reviu todos os estudos peer-reviewed de modelos abrangentes de cuidados primários de idosos com múltiplas condições publicados entre 1999 e 2010.  A partir desta análise, eles identificaram quatro processos que estão presentes na maioria dos modelos de sucesso da atenção primária para esses pacientes:



• Uma avaliação global do paciente, que inclui uma revisão completa de todos os médicos, estilo de vida, questões psicossociais e valores,

• Criação e implementação de um plano baseada em evidências de cuidados que direciona todas as necessidades relacionadas com a saúde do paciente,

 • Comunicação e coordenação com todos os que prestam assistência ao paciente, e

• Promoção do paciente (e de seu cuidador familiar) a participação em sua própria saúde.

Mais informações neste link